Não é só nas escolas e universidades dos Estados Unidos que acontece merda.

... Nas do Brasil também.


O professor passou cola

O Saresp, sistema de avaliação de matemática, língua portuguesa, história e geografia usado pelo governo do Estado de São Paulo, adotou uma prática inovadora: vincular a nota dos alunos ao salário dos professores. Trata-se do mais ousado programa educacional de remuneração por mérito no Brasil. Desde 2008, as equipes das escolas paulistas cujos alunos alcançam uma nota mínima recebem um bônus salarial no fim do ano. O objetivo é incentivar a meritocracia na educação e premiar as escolas que ensinam melhor seus alunos. O estímulo aos profissionais mais qualificados é um princípio louvável. Na prática, porém, a aplicação da prova tem revelado fragilidades. ÉPOCA descobriu pelo menos duas denúncias de fraude no Saresp.

Em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, uma inspetora afirma ter visto professores passar cola aos alunos na prova de matemática. Rozenaide Silveira, que trabalha na Escola Estadual Benedito Aparecido Tavares, conta que ouviu um aluno reclamando no corredor. “Ele disse que as professoras estavam ajudando a 8a série C”, afirma Rozenaide. Ela diz ter visto as professoras fazendo contas na lousa e conversando sobre as questões com os alunos. Seu relato foi confirmado por três alunos da turma. “A professora explicou como fazer os cálculos”, diz uma aluna. “Elas iam em cada mesa ajudar”, afirma outra. “Teve uma que eu nem chamei. Ela chegou, virou a página da prova e disse como resolver a questão. A prova estava difícil, acho que só acertei essa.” Rozenaide diz que avisou a coordenação e foi orientada a fazer “vistas grossas”. Ela registrou tudo em uma carta enviada à diretora.

Pelas regras do Saresp, para evitar fraudes, os professores são proibidos de acompanhar a prova de seus próprios alunos. Um sistema eletrônico distribui os profissionais por escolas diferentes. Mas ÉPOCA ouviu relatos de falhas nesse sistema. “Foi tudo desorganizado”, diz uma professora da capital. “Quando o aplicador faltava, entrava o professor da escola mesmo.”


Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105879-15228,00-O+PROFESSOR+PASSOU+COLA.html



Reflitam...

E estudem em Franco da Rocha, mas cuidado com o Cine.


(Momento inútil: Os (as) integrantes do Cine são de Franco da Rocha, se não me engano.)


1 comentários:

Jakk.42 disse...

Porra, tô precisando passar do terceiro ano logo... Vou pra lá (:

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